UMES GAMA
ESTUDANTES DO GAMA APOIAM GREVE DOS PROFESSORES DO DF
março 13, 2012Professores entram em greve hoje!
março 8, 201207/03/2012 – 20h42
Em uma assembleia lotada (segundo a PM, mais de 12 mil pessoas estavam na Praça do Buriti) as professoras e os professores do DF decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 12 de março, para lutar pelo cumprimento do acordo e contra o descaso do GDF com a Educação e os educadores. Todas as propostas de mobilização sugeridas pela diretoria foram aprovadas. Agora é hora de cada um de nós assumir a responsabilidade de tornar vitorioso o nosso movimento, participando dos piquetes de conscientização e das atividades convocadas pelo Sindicato. Confira aqui, no Edição Extra, todas as propostas que foram aprovadas para mobilização da categoria.
http://www.sinprodf.org.br/todos-as-a-assembleia-nesta-quinta-8-de-marco/
Estudantes vão às ruas do Gama por suas reivindicações e apoiam luta dos professores do DF.
março 7, 2012No dia 07 março de 2012, no período matutino, quase 1.500 estudantes de 06 escolas do Gama se mobilizaram para uma grande passeata. Esta foi impulsionada pela UMES do Gama fundada ano passado (2011) com delegados de 07 escolas diferentes.
A passeata apresentava pauta de reivindicação dos estudantes: Cobertura imediata das quadras de esporte das escolas, refeições saudáveis e de qualidade, passe livre ilimitado e irrestrito, reformas estruturais urgentes, fim da cobrança de taxas nas escolas públicas, mais vagas nas universidades públicas incluindo a construção da Universidade Distrital, e atendimento imediato a pauta de reivindicações dos professores.
O Governador Agnelo não cumpriu acordo de abril do ano passado com os professores e o Diretor da Regional de Ensino do Gama também tem enrolado os estudantes. Os estudantes marcharam abalando a cidade com carro de som partindo da Administração do Gama até a DRE para negociar com o Diretor José Antônio, chegando lá foi tirada uma comissão de negociação com o Diretor que não foi nada produtiva, como no ano passado eles alegaram não poder fazer nada, o recado está dado! Os estudantes não vão mais aceitar esse descaso com a educação e continuarão se mobilizando.
Amanhã estaremos junto aos professores em sua assembleia para apoiar a luta dos professores que podem entrar em greve.
UMES GAMA
Agnelo exigimos outra politica! Atenda nossas reivindicações!
março 6, 2012Assim como Dilma, Agnelo foi eleito pela juventude e pela classe trabalhadora para defender nossos direitos. Mas após um ano de Governo, Dilma anuncia corte de 55 bilhões, maiores que os do ano passado. Na contramão do mandato recebido pelo povo trabalhador ela recentemente privatizou os aeroportos, inclusive o de Brasília. Não aceitamos essas medidas! É preciso de outra política!
Nossas escolas seguem sucateadas, com muros caídos, quadras de esporte em péssimas condições, merendas de péssima qualidade e de pouca variedade, salas de aulas superlotadas por causa da falta de professores, que no ano passado fez com que escolas como CEM 01, CEM 03 e CED 07 tivessem problemas para suprir a falta de professores de geografia, historia e artes (tentando suprir a falta dessa ultima a DRE Gama implantou um projeto de “teatro de bonecos’’ no ultimo bimestre do ano).
Todo estudante deve ter a garantia de acesso ao Ensino Público Superior. Lutamos por vagas para todos nas Universidades públicas e com qualidade e no DF isto passa pela criação da Universidade Distrital como outra opção de universidade pública que não está na perspectiva do atual governo.
No ano passado foi positivo que tenham reconstruído todo o muro da Escola Classe 22 do Gama e feita a cobertura de sua quadra, mas meses depois vemos noticias de que a estrutura da escola por ser muito antiga e estar com varias pilastras e paredes danificadas, teria de ser totalmente reconstruída. No CEM 01 (CG) depois da escola passar por uma vistoria, a antiga direção recebeu a noticia de que a escola não deveria nem está em funcionamento listados uma serie de reparos a serem feitos, já lembrando que este ano (2012) o CEM 01 comemora duas grandes datas, a primeira seus 50 Anos de serviços prestados a sociedade do Gama e de outras cidades e a segunda data não menos importante, 3 anos de muro caído, 3 Anos de descaso com uma das primeiras escolas do DF, 3 anos de enrolação da Regional de Ensino que esteve na escola em Abril se comprometendo em agilizar o processo em 30 dias. Mas até agora não vemos medidas efetivas para resolver os nossos problemas.
Acompanhamos na mídia que uma das principais medidas do Governo Agnelo tem sido o empenho em reconstruir o Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014. Os recursos previstos são de 745 milhões, sendo que quase a metade vem de cofres do GDF. Isso sem falar na Lei de Responsabilidade Fiscal que impede que possamos ter mais investimentos nas áreas sociais e atendimento de nossas demandas. Exigimos que os recursos sejam públicos sejam usados para de fato melhorar a qualidade de vida da população, que seja investido na Saúde, Transporte e Educação, Moradia, Reforma Agrária, nos esportes nas escolas e que não escoe prioritariamente para pagamentos da dívida pública e na reconstrução de estádios para a Copa do Mundo, que diga-se de passagem, por pressão da FIFA, ameaça a nossa conquista do direito da meia-entrada para assistir aos jogos.
Depois de mais de um ano de governo Agnelo percebemos que as nossas principais demandas continuam sem atendimento: Reformas físicas nas estruturas das escolas, cobertura das quadras de esporte, fim de cobrança de taxas (uniforme, carteirinha, interclasse, etc).
Nas escolas cada vez é mais comum ver o tráfico de drogas tomando conta de banheiros e por trás dos que defendem a legalização das drogas está um ataque aos jovens que precisam de emprego, esporte, segurança, serviços públicos sólidos, diversão e arte!
É na base, na construção de Grêmios estudantis atuantes que conseguiremos consolidar o Movimento Estudantil no DF, acabando de uma vez por todas com a burocracia da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Brasília (UMESB), que assim como a Federação dos Estudantes Secundaristas de Brasília (FESB) na prática virou uma empresa que trata os estudantes como negócio lucrativo, nos explorando através da venda das carteirinhas estudantis. Com suas direções sendo eleitas sem discussão política e nenhuma democracia.
Não esperaremos sentados! Foi o que provaram os 1000 estudantes de 7 escolas distintas (CEMI, CEM1, CEM2, CEM3, CED6, CED8, CEF1) do Gama em passeata até a Regional de Ensino do Gama no dia 06 de Maio do ano passado, e depois de paralisações greves em algumas escolas do Gama e com a construção da UMES do Gama no segundo semestre do ano passado.
Não abrimos mão de nossos direitos! Tivemos algumas conquistas no último período: redução do preço de carteirinhas, manutenção de ventiladores, reforma de bibliotecas, implementação de merenda nas escolas de ensino médio, algumas pequenas reformas nas escolas mas ainda temos muito a conquistar. Uma das tarefas da UMES do Gama vai ser continuar a luta para aumentar a organização dos estudantes partindo para as escolas de Ensino Fundamental e consolidando os Grêmios das escolas de Ensino Médio.
No que diz respeito a valorização do salário dos professores o Brasil é o terceiro pior do Mundo, no DF o salário é abaixo de várias outras carreiras de Ensino Superior e nem plano de saúde é concedido aos Educadores.
Também estamos junto com os professores que se mobilizam em todo o Brasil pelo cumprimento da lei do piso salarial nacional, e assim como os profissionais da educação temos motivos de sobra para fazer uma greve estudantil.
Continuaremos exigindo que nossas reivindicações sejam atendidas:
- Cobertura imediata das quadras de esportes de todas as escolas do DF;
- Refeições saudáveis e de qualidade em todas as escolas;
- Passe livre irrestrito e ilimitado;
- Reformas estruturais urgentes nas escolas: Reparo nas salas de aulas, banheiros e quadras, manutenção dos ventiladores, implementação de bebedouros com acesso a cadeirantes, construção de auditórios e sistema de adaptação de acesso aos deficientes físicos;
- Chega de violência! Não queremos drogas, e sim mais segurança, educação de qualidade, cultura, esporte e diversão!
- Fim da cobrança de taxas! (mensalidades de entidades privadas como a APM e APAM, Xerox de material didático, carteirinha, uniforme, etc).
- Pelo cumprimento do acordo do Governo Agnelo com as reivindicações dos professores e cumprimento da Lei do Piso Nacional Salarial dos professores em todos os Estados;
- Vagas para todos nas Universidades Públicas e criação da Universidade Pública Distrital com campi em todas as cidades e com variedades de cursos em cada uma delas;
- Apoio a greve dos professores do Estado de Goiás.
Assinam:
UMES GAMA
Grêmio do CEM 01
Grêmio do CEM 02
Grêmio do CEM 03
Grêmio do CED 06
Grêmio do CED 08
Grêmio do CEF 05
Gama 24, de fevereiro de 2012.
Grêmio fundado no CEF 05 do Gama – Artur Ribeiro é homenageado
novembro 7, 2011No dia 07 de novembro foi fundado o Grêmio do Centro de Ensino Fundamental 05 do Gama. Os estudantes homenagearam Artur Ribeiro que leva o nome da entidade. Artur foi o primeiro Coordenador Geral do Grêmio do CEM 02 além do primeiro grande batalhador pela fundação do Grêmio da escola após a luta que fez em apoio à greve dos professores ajudando nos piquetes.

Artur Ribeiro durante o Congresso da UNE, fala em ato contra o Código Florestal. Ele foi eleito delegado ao último Congresso da entidade pela UFRJ onde atualmente é estudante de Ciências Sociais
Um Grêmio do Gama que leva o nome foi o primeiro diretor da UBES saído de uma escola do Gama dos últimos anos.
A homenagem é o reconhecimento da luta levada pelos estudantes do Gama que tem conseguido uma série de conquistas nos últimos anos após diversas passeatas a manifestações.
O primeiro presidente da UMES, Ricardo Cavalcanti, esteve presente na assembleia de fundação da entidade que se soma aos demais Grêmios do Gama que lutam pelas reivindicações dos estudantes da cidade.
Pela retirada imediata das tropas da ONU do Haiti!
novembro 7, 2011Ato em São Paulo reúne lideranças nacionais e internacionais e centenas de militantes do movimento social
Escrito por: Paula Brandão
Em outubro deste ano, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um relatório da “Missão pela Estabilização do Haiti (MINUSTAH), indicando a renovação por mais um ano da permanência das tropas. Diante desta notícia, movimentos sociais de vários países se mobilizaram em defesa do Haiti, pela dignidade e soberania de seu povo.
Neste sábado (5), mais de 400 (quatrocentas) pessoas entre lideranças nacionais e internacionais, e militantes de várias entidades do movimento social, reuniram-se no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo em um ato continental pela retirada imediata das tropas da ONU do Haiti. A Minustah é formada por contingentes de 42 (quarenta e dois) países, que juntos totalizam mais de 12 mil soldados. O Brasil, além de dirigir as tropas tem o maior efetivo, com mais de 3 mil homens.

O evento foi organizado pelo Comitê “Defender o Haiti é defender a nós mesmos” e Assembleia Legislativa de São Paulo, com o apoio de diversas entidades, entre elas a Central Única dos Trabalhadores, representada no ato por Julio Turra, da Executiva Nacional da CUT.
Um vídeo documentário com denúncias sobre a situação do povo haitiano foi exibido antes da cerimônia. Em seguida, apresentações de grupos de rap reforçaram o coro da juventude presente: “O Haiti não precisa de soldado, soberania para o povo massacrado” e “Oh oh oh Dilma, escuta aqui, retire as tropas do Haiti”.
O ato foi aberto pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), representando a ALESP. Bárbara Corrales, do Comitê, e Claudinho Silva, do setorial de Combate ao Racismo do PT-SP coordenaram a mesa.
Fignolé St Cyr, secretário da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti (CATH), relatou a verdadeira situação de seu país, há sete anos ocupado pelas tropas militares da Minustah. Fignolé denunciou a brutalidade e as consequências cruéis que recaem sobre o povo haitiano com a ocupação. “São milhares de mortes, pessoas doentes, especialmente, por conta da epidemia de cólera, além de desaparecimentos e ataques permanentes”, disse.
A ONU destinou US$ 854 milhões para a ocupação militar no exercício 2010/2011. Desde o início da ocupação, no final de 2010, a epidemia de cólera que assolou o país, trazida pelo contingente de soldados do Nepal, matou mais de 5 mil pessoas e contaminou 310 mil.
“O Haiti não tem problema de segurança”, denuncia Fignolé. “O principal problema do país é a ocupação, sob a égide dos EUA, França e Canadá. Sabemos que o verdadeiro caráter desta ocupação é promover a agenda política das instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial. O povo haitiano quer a retirada imediata das tropas e está nas ruas exigindo isso. Por isso, para nós é muito importante contar com o apoio de entidades como as aqui presentes, dispostas a pressionar seus governos, eleitos com o voto popular, para que retirem seus soldados do Haiti e para que a ONU acabe com a Minustah de uma vez por todas”, finalizou.

Julio Turra reiterou que “o único setor social capaz de reconstruir o Haiti é o povo trabalhador daquele país e não sua elite, corrupta e vendida. A reconstrução só será possível sem a presença das tropas. A ocupação é uma afronta à soberania do povo e dilacera sua dignidade. A CUT é solidária à luta pela retirada imediata das tropas, por um Haiti livre e com seu povo soberano”.
“Já passou da hora de a ONU retirar suas tropas do Haiti”, declarou a fundadora do NAACP – movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, Colia Clark, que participa da Comissão de Inquérito sobre o Haiti. “O Haiti não precisa da ‘ajuda’ dos EUA e da ONU para se reconstruir, mas de ajuda material, técnica e de infraestrutura, necessária para que a reconstrução seja feita pelos próprios haitianos”, reforçou.

Também participaram do ato representando os movimentos internacionais, Jean-Charles Marquiset, do Partido Operário Independente da França; Nelson Guevara, do Sindicato dos Mineiros da Bolívia; Natalia, representante do Comitê pela retirada as Tropas Argentinas do Haiti; Hugo Dominguez, do Sindicato dos Metalúrgicos do Uruguai.
Entre os movimentos sociais e entidades presentes no ato, lideranças e militantes da CUT, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de entidades sindicais, do movimento negro, do hip hop, da juventude, de partidos e outras organizações populares da sociedade civil.
O ato foi finalizado com a leitura de um manifesto assinado pelas entidades presentes.
Para conhecer um pouco mais sobre a situação do Haiti, assista aos documentários “O que se Passa no Haiti”, do jornalista estadunidense Kevin Pina e “Haiti: estamos cansados”, documentário de Daniel Santos, lançado pela Juventude Revolução. Os vídeos estão disponíveis na internet pelos links:http://goo.gl/kVk7L e http://goo.gl/kWIOW.
http://www.cut.org.br/destaques/21442/pela-retirada-imediata-das-tropas-da-onu-do-haiti








